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Telemedicina pode tornar-se prioridade da saúde pública

Por Felipe Rubia

Atualmente podemos nos informar sobre qualquer assunto em questão de segundos por meio de um site de buscas. É possível conversar com alguém do Japão em tempo real através de uma sala de bate-papo. E as notícias sobre qualquer acontecimento mundial podem ser lidas simultaneamente nos portais. Tudo graças a Internet.

Seja qual for a área, todos utilizam a Internet como uma ferramenta de trabalho hoje em dia. Com a Medicina não poderia ser diferente. Conhecida como “Telemedicina”, a atividade surgiu por volta da década de 60, nos EUA, em decorrência da Guerra Fria e da Corrida Espacial, pois era necessário prover a assistência médica para os soldados e astronautas, em locais onde não poderiam levar a estrutura física de um hospital.

O boom da rede mundial de computadores no final da década de 90 possibilitou a ampliação da Telemedicina no Brasil. Definida como a utilização de recursos de informática e telecomunicações para prover assistência médica onde a barreira geográfica seja um fator limitante, para muitos; o Dr. Chao Lung Wen, médico do Hospital das Clínicas e docente da Faculdade de Medicina da USP, tem um conceito diferente.

- A Telemedicina é a convergência entre tecnologia e humanização para desenvolver a Cadeia Produtiva de Saúde, que se estende desde a educação até a prevenção de doenças – explica o médico, informando que a tendência no país é que a Telemedicina se torne uma das prioridades de saúde pública. “O seu fundamento é a formação de uma rede de colaboração baseada de excelências”, complementa.

Segundo Dr. Chao, o diagnóstico pode ser feito de duas maneiras: online e offline. Na online, através de videoconferência, audioconferência ou webconferência. “Interatividade é fundamental”, frisa, lembrando que elas permitem o desenvolvimento de uma dinâmica de raciocínio.

Já a offline é utilizada para as situações eletivas, onde existe um processo de investigação. Um exemplo do uso é o Cyberambulatório (ambulatório virtual). “A informática teve uma grande evolução na área gráfica. Por este motivo, o telediagnóstico por imagem passou a ser factível. As áreas que mais se beneficiam são a Teleradiologia, Telepatologia, Teledermatologia, e alguns outros como a Teleoftalmologia e Teleultrassonografia”, detalhou.

No Brasil
Uma das iniciativas do Ministério de Saúde foi a elaboração do projeto Telesaúde que se baseia na troca de informações sobre a saúde de um paciente. Com o uso cada vez mais crescente da Internet, esse intercâmbio é feito por meio de processos digitais de armazenamento. Presente na elaboração do projeto TeleSaúde do Ministério da Saúde desde dezembro de 2005, o Dr. Chao diz que são nove estados com implantação do projeto com cerca de 900 pontos. “Existem vários temas de destaque neste projeto, entre eles o Computador e Notebook da Saúde, unidades de conhecimento, entre outros”, analisa.

O que é?
Apresenta-se como um instrumento de promoção de saúde. Importantes projetos na área de educação têm surgido como o Homem Virtual (projeto de computação gráfica 3D em saúde) desenvolvido de forma ininterrupta desde 2003 e que possui o maior acervo do país nesta área. Outro projeto interessante é o Jovem Doutor (www.jovemdoutor.org.br) com o concurso Jovens Talentos que é um estímulo da força estudantil para desenvolver as atividades de melhor qualidade de vida nas comunidades necessitadas. Talvez a maior de todas essas iniciativas seja a estratégia realizada em cima da Cadeia Produtiva de Saúde, que envolve desde a educação baseada na mudança de atitude das pessoas até a preocupação na reintegração de pessoas que passaram a ser portador de alguma seqüela física como pós-derrame cerebral. A Cadeia Produtiva possibilita uma maior eficiência diagnóstica por contar com suportes como: as videoconferências e segunda opinião especializada.

As vantagens
- Redução de custos funcionais;
- Uso de teleEducação interativa;
- Rede de aprendizagem colaborativa;
- Segunda opinião formativa;
- Tutoração prática à distância;
- Rede multicêntrica de pesquisa científica.


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